Escolher o que vender na internet é uma das primeiras dúvidas de quem deseja começar um e-commerce ou ampliar o catálogo de uma loja que já existe. Com tantas possibilidades, acompanhar o comportamento do consumidor ajuda a identificar oportunidades e evita decisões baseadas apenas em modismos.
O comércio eletrônico segue presente na rotina dos brasileiros. Segundo o estudo E-commerce Trends 2026, realizado pela Octadesk e pelo Opinion Box, 88% dos entrevistados compram online pelo menos uma vez por mês, enquanto mais de um terço realiza compras semanais ou ainda mais frequentes.
Mas um produto estar entre os mais vendidos não significa que qualquer loja terá sucesso ao oferecê-lo. Além da procura, é necessário analisar concorrência, margem de lucro, fornecedores, logística e capacidade de diferenciação. A seguir, confira as categorias que mais se destacam e o que considerar antes de investir.
Quais são os produtos mais vendidos na internet em 2026?
De acordo com o E-commerce Trends 2026, as categorias mais compradas online pelos consumidores entrevistados são:
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Roupas — 60%;
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Calçados — 46%;
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Artigos de higiene e beleza — 41%;
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Eletrônicos — 40%;
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Medicamentos — 36%;
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Eletrodomésticos — 35%;
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Viagens — 32%;
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Alimentos — 31%;
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Cursos, capacitações e consultorias — 26%;
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Livros — 25%.
Artigos esportivos, decoração, produtos para pets e itens infantis também aparecem entre as compras realizadas pela internet. Esses dados mostram que há espaço para diferentes segmentos, desde que a escolha esteja alinhada a uma estratégia de negócio.
1. Moda e vestuário
As roupas ocupam o primeiro lugar entre os itens mais comprados pela internet. É uma categoria com demanda recorrente, variedade de estilos e grande potencial para construção de marca.
Entre as possibilidades estão moda feminina, masculina, infantil, fitness, praia, íntima e nichos mais específicos, como moda plus size ou peças sustentáveis. O desafio está na concorrência e na gestão de grades, cores e tamanhos. Por isso, fotos de qualidade, tabelas de medidas claras e descrições completas são fundamentais para reduzir dúvidas e trocas.
2. Calçados
Com presença em 46% das respostas da pesquisa, os calçados também mantêm forte participação nas vendas online. Tênis, sandálias, botas, calçados esportivos e modelos infantis atendem diferentes públicos e épocas do ano.
Assim como na moda, a loja precisa cuidar das informações de numeração, materiais e medidas. Uma política de troca acessível e avaliações de compradores ajudam a aumentar a confiança antes da compra.
3. Beleza e cuidados pessoais
Produtos de higiene e beleza foram citados por 41% dos consumidores. Itens para cabelo, skincare, maquiagem, perfumaria e cuidados corporais costumam gerar recompra e permitem a criação de kits, combos e campanhas sazonais.
Nesse segmento, é importante trabalhar com fornecedores confiáveis, observar validade, procedência e regras aplicáveis a cada tipo de produto. Conteúdos educativos, demonstrações e avaliações reais também ajudam o cliente a escolher a opção adequada.
4. Eletrônicos e acessórios
Eletrônicos aparecem em 40% das compras online pesquisadas. Celulares, fones de ouvido, smartwatches, caixas de som, carregadores e acessórios para smartphone são exemplos de itens com procura frequente.
Apesar do grande público, esse mercado costuma ter concorrência intensa e comparação constante de preços. Garantia, especificações técnicas corretas, compatibilidade e prazo de entrega precisam estar visíveis na página do produto.
5. Eletrodomésticos e utilidades para casa
Eletrodomésticos foram citados por 35% dos entrevistados. Além dos equipamentos maiores, pequenos eletroportáteis e utilidades domésticas podem ser alternativas mais simples para quem está começando, pois costumam exigir menos espaço e ter frete mais viável.
Organizadores, utensílios de cozinha, iluminação, itens de limpeza e produtos que facilitam a rotina também encontram público. Nesse caso, vale demonstrar o uso do produto e apresentar suas dimensões com clareza.
6. Alimentos e bebidas
Alimentos aparecem em 31% das compras online. Produtos artesanais, cafés, doces, itens naturais, alimentos para dietas específicas e cestas podem atender públicos bem definidos e estimular a recorrência.
Antes de atuar nessa categoria, o lojista deve avaliar conservação, validade, embalagem, transporte e exigências sanitárias. A logística precisa preservar a qualidade do produto até a entrega.
7. Livros e materiais educativos
Livros foram comprados online por 25% dos participantes. Além das obras impressas, o segmento pode incluir materiais de estudo, papelaria criativa, boxes, edições especiais e produtos voltados a públicos específicos.
Uma forma de se diferenciar é trabalhar com curadoria: em vez de oferecer um catálogo genérico, a loja pode se especializar em um gênero, tema ou comunidade.
8. Esporte e bem-estar
Roupas fitness, acessórios para treino, garrafas, faixas elásticas, bolsas e itens para atividades ao ar livre fazem parte de um segmento amplo. A criação de conteúdo com dicas de uso e comparação entre modelos ajuda a gerar tráfego e aproximar a marca do público.
É importante evitar promessas de saúde sem comprovação. A comunicação deve destacar características reais do produto e orientar a compra com transparência.
9. Casa e decoração
Itens decorativos possuem forte apelo visual e podem ganhar alcance em redes sociais. Quadros, luminárias, vasos, capas de almofada, objetos organizadores e peças artesanais permitem trabalhar estilos e coleções.
O peso, o tamanho e a fragilidade dos produtos influenciam diretamente no custo de envio. Esses fatores devem entrar no cálculo antes da definição do catálogo.
10. Produtos para pets
O mercado pet oferece possibilidades como brinquedos, acessórios, camas, roupas, produtos de higiene e itens para passeio. É um segmento com forte vínculo emocional, no qual marcas especializadas conseguem criar comunidades e estimular compras recorrentes.
Para se destacar, a loja pode organizar o catálogo por espécie, porte, idade ou necessidade, facilitando a busca do consumidor.
Como escolher o melhor produto para vender online?
Uma categoria popular pode atrair muitos compradores, mas também costuma reunir muitos concorrentes. Antes de investir, analise alguns pontos:
Procura e comportamento do consumidor
Use ferramentas como Google Trends, sugestões da busca do Google e rankings dos marketplaces para observar se o interesse é constante, crescente ou apenas sazonal. Compare termos e acompanhe as regiões em que a procura é maior.
Margem de lucro real
Não considere apenas a diferença entre preço de compra e preço de venda. Inclua impostos, embalagem, frete, taxas dos meios de pagamento, comissões dos marketplaces, trocas e investimento em divulgação.
Concorrência e diferenciação
Pesquise quem já vende o produto, os preços praticados, as reclamações dos clientes e os pontos que ainda podem ser melhorados. A diferenciação pode estar no atendimento, na curadoria, no conteúdo, na apresentação ou na experiência de compra.
Fornecedores e reposição
Um produto com boa saída precisa ter abastecimento confiável. Avalie prazo de reposição, pedido mínimo, qualidade, documentação e capacidade do fornecedor de acompanhar o crescimento da loja.
Logística
Peso, dimensões, fragilidade e validade afetam o custo e a complexidade da entrega. Produtos menores, resistentes e fáceis de armazenar tendem a simplificar o início da operação.
Teste antes de ampliar
Começar com um catálogo menor permite validar a procura sem comprometer tanto capital. Acompanhe vendas, margem, devoluções e dúvidas dos clientes antes de aumentar o estoque.
Onde vender seus produtos?
Marketplaces oferecem grande alcance e podem acelerar as primeiras vendas. Já a loja virtual própria permite fortalecer a marca, personalizar a experiência e construir um relacionamento direto com o cliente. Em muitos casos, a estratégia mais eficiente é combinar os dois modelos.
O Panorama E-commerce 2026 da Visa mostra que 71% das últimas compras analisadas foram realizadas em marketplaces. Ao mesmo tempo, depender de um único canal pode limitar a presença da marca e aumentar a exposição a mudanças de taxas e regras. Por isso, uma operação multicanal bem organizada se torna uma vantagem.
Como a Visual E-commerce ajuda sua operação a crescer
Escolher um produto com potencial é apenas o começo. Conforme as vendas crescem, também aumenta a necessidade de organizar catálogo, preços, estoque, pedidos e canais.
A Visual E-commerce reúne loja virtual e integrações nativas com mais de 25 marketplaces em uma única plataforma. O lojista pode centralizar pedidos, sincronizar estoque e preços, aplicar margem de estoque de segurança e configurar markup para os anúncios.
A plataforma também oferece recursos de marketing e SEO, integração com o Google Search Console e inteligência artificial para gerar descrições, títulos, palavras-chave e meta descriptions no cadastro dos produtos. Assim, a operação ganha estrutura para vender em diferentes canais e crescer com mais controle.
Conclusão
Os produtos mais vendidos na internet em 2026 estão concentrados em categorias como moda, calçados, beleza, eletrônicos, casa e alimentação. Porém, a melhor escolha não é necessariamente o item mais popular, e sim aquele que combina procura, margem, fornecedores confiáveis e uma proposta de valor clara.
Antes de investir alto, pesquise, calcule todos os custos e valide o interesse do público. Com uma boa escolha de produto e uma operação organizada, é possível transformar uma oportunidade de mercado em um negócio sustentável.